terça-feira, 1 de outubro de 2013

Santa Terezinha do Menino Jesus

Salve Nossa Senhora da Conceição Aparecida

A vida da santa Teresa de Lisieux, ou santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, seu nome de religiosa e como o povo carinhosamente a prefere chamar, marca na história da Igreja uma nova forma de entregar-se à religiosidade. No lugar do medo do "Deus duro e vingador", ela coloca o amor puro e total a Jesus como um fim em si mesmo para toda a existência eterna. Um amor puro, infantil e total, como deixaria registrado nos livros "Infância espiritual" e "História de uma alma", editados a partir de seus escritos. Sua vida foi breve, mas plena de dedicação e entrega. Morreu virgem como Maria, a Mãe que venerava, e jovem como o amor que vivenciava a Jesus, pela pura ação do Espírito Santo.
Teresinha nasceu em Alençon, na França, em 2 de janeiro de 1873. Foi batizada com o nome de Maria Francisca Martin e desde então destinada ao serviço religioso, assim como suas quatro irmãs. Os pais, quando jovens, sonhavam em servir a Deus.
Mas circunstâncias especiais os impediram e a mãe prometeu ao Senhor que cumpriria seu papel de genitora terrena, mas que suas filhas trilhariam o caminho da fé. E assim foi, com entusiasmada aceitação por parte de Teresinha desde a mais tenra idade.

Caçula, viu as irmãs mais velhas, uma a uma, consagrando-se a Deus até chegar sua vez. Mas a vontade de segui-las era tanta que não quis nem esperar a idade correta. Aos quinze anos, conseguiu permissão para entrar no Carmelo, See full size imageem Lisieux, permissão concedida especial e pessoalmente pelo papa Leão XIII.
Ela própria escreveu que, para servir a Jesus, desejava ser cavaleiro das cruzadas, padre, apóstolo, evangelista, mártir... Mas ao perceber que o amor supremo era a fonte de todas essas missões, depositou nele sua vida. Sua obra não frutificou pela ação evangelizadora ou atividade caritativa, mas sim em oração, sacrifícios, provações, penitências e imolações, santificando o seu cotidiano enquanto carmelita. Essa vivência foi registrada dia a dia, sendo depois editada, perpetuando-se como livro de cabeceira de religiosos, leigos e da elite dos teólogos, filósofos e pensadores do século XX.
Teresinha teve seus últimos anos consumidos pela terrível tuberculose, que, no entanto, não venceu sua paciência com os desígnios do Supremo. Morreu em 1° de outubro de 1897, com vinte e quatro anos, depois de prometer uma chuva de rosas sobre a Terra quando expirasse. Essa chuva ainda cai sobre nós, em forma de uma quantidade incalculável de graças e milagres alcançados através de sua intervenção em favor de seus devotos.
Teresa de Lisieux foi beatificada em 1923 e canonizada em 1925 pelo papa Pio XI. Ela, que durante toda a sua vida teve um grande desejo de evangelizar e ofereceu sua vida à causa missionária, foi aclamada, dois anos depois, pelo mesmo pontífice, como "padroeira especial de todos os missionários, homens e mulheres, e das missões existentes em todo o universo, tendo o mesmo título de são Francisco Xavier". Esta "grande santa dos tempos modernos" foi proclamada doutora da Igreja pelo papa João Paulo II em 1997.

PEQUENA VIA

Santa Teresinha escreveu que, no fim do mundo teremos muita surpresa ao ler a história de muitas pessoas e, então: “haverá pessoas admiradas ao ver o caminho pelo qual eu fui conduzida!...”. E qual o caminho pelo qual a Santa foi conduzida? Certamente não foi um caminho infantil e doce, mas palmilhado na cruz do Senhor. O caminho de Santa Teresinha foi especial, foi uma espiritualidade, que Deus lhe revelou no secreto de sua alma e o tendo descoberto, ela revelou os segredos do rei a todos nós.
Vejamos como isso aconteceu.

Santa Teresinha sempre quis ser uma santa, e mesmo diante da grandeza dos santos e da sua pequenez e fraqueza, nunca desanimou. Considerando-se como era, ela disse: “devo me suportar tal qual eu sou com todas minhas imperfeições, mas quero procurar o meio de ir para o Céu por um pequeno caminho bem reto, bem curto, um pequeno caminho todo novo”.
E como é esse Pequeno Caminho?
Esse Pequeno Caminho é toda a espiritualidade de Santa Teresinha. Mas, se quiséssemos salientar as bases e as características da espiritualidade do Pequeno Caminho, poderíamos dizer que é o caminho do amor; o caminho da humildade e da humilhação; o caminho da pequenez e da pobreza; o caminho da confiança e do total abandono; o caminho da simplicidade de uma criança; o caminho da obediência cega à vontade divina. Há dois textos teresianos que, de forma sintética, revelam os pontos chaves do “Pequeno Caminho”. Ei-los:

“Meu caminho é todo de confiança e de amor, não compreendo as almas, que têm medo de um amigo tão terno. Às vezes, quando leio certos trados nos quais a perfeição é mostrada mediante mil entraves, cercada de uma multidão de ilusões, meu pobre espiritozinho logo se cansa, fecho o sábio livro que me quebra a cabeça e seca meu coração e pego a Sagrada Escritura. Então, tudo me parece luminoso, uma só palavra abre à minha alma horizontes infinitos, a perfeição me parece fácil, vejo que basta reconhecer seu nada e abandonar-se como uma criança nos braços do Bom Deus.Deixando às grandes almas, aos grandes espíritos os belos livros que não posso compreender, ainda menos pôr em prática, alegro-me por ser pequena, pois que só as crianças e os que se lhes assemelham serão admitidos ao banquete celeste. Fico feliz porque há muitas moradas no reino de Deus, pois senão houvesse senão aquelas cuja descrição e caminho me parecem incompreensíveis, eu não poderia entrar nele.”

Devemos ir para o céu pelo mesmo caminho, o do sofrimento unido ao amor. Quando chegar ao porto, eu lhe ensinarei, querido irmão de minha alma, como você deve navegar sobre o mar encapelado do mundo com o abandono e o amor de uma criança, que sabe que seu Pai a ama e não poderia deixá-la só na hora do perigo. Ah, como quisera fazê-lo compreender a ternura do Coração de Jesus, o que Ele espera de você! Compreendi, mais que nunca, que sua alma é irmã da minha, pois que é chamada a se elevar para Deus pelo ascensor do amor e não a subir a rude escada do temor...”

O “Pequeno Caminho” foi a estrada pela qual Santa Teresinha caminhou em direção a casa do Pai neste mundo, mas ela não guardou para si somente os segredos do Rei, ela os revelou, ensinou-os e sempre desejou, embora sabendo que devemos respeitar as preferências pessoais, que muitos seguissem o seu “Pequeno Caminho”. A esse propósito, eis o que escreveu a Santa no seu afã de que muitos palmilhassem o seu “Pequeno Caminho”:

“Quero ensinar aos outros o caminho da confiança e do total abandono. Quero lhes ensinar os pequenos meios que me serviram tão bem, dizer-lhes que só há uma coisa a fazer nesta terra: jogar para Jesus as flores dos pequenos sacrifícios, pegá-lo mediante carícias, foi assim que o peguei e é assim que serei tão bem recebida”. “Que me importa que seja eu ou outra pessoa que dê esse caminho aos outros; contanto que ele seja apresentado, não importa o instrumento!”.

fonte:http://www.paulinas.org.br

Santa Terezinha do Menino Jesus rogai por nós!

…..Pax et Bonnum…..

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